segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

“Procuro na memoria, o sorriso de outrora…”

“A dor invade cada veia do meu corpo, levando o sofrimento, a dor, a magoa, percorrer cada milímetro do meu corpo… Falta-me o ar, faltam-me as palavras, falta-me o sorriso, e de tudo, so me restam simples lágrimas… Lagrimas que não param, percorrem, e percorrem a minha face.
(- Se param?
-Não… Não param. E possivelmente, demorara algum tempo a parar…)
Contudo, a dor que sinto. Não me levou a sentir rancor por ti, nem em um único dia da minha, inútil, vida. Não te odeio, nem te quero mal. Depois de tudo, simplesmente quero que fiques bem. Que sejas feliz, e que encontres o rapaz dos teus sonhos. E que ele te de a vida que sempre sonhas te, e te leve a ter a felicidade pela qual sempre ânsias te.
Na maioria das pessoas, ou possivelmente em todas. Teriam posto uma foto tua, colada a parede. E atirado dardos, facas, pregos, alfinetes, agulhas, tesouras, etc. Ou então, colando a tua foto numa mini boneca, e feito Vudu. Possivelmente, iriam odiar-te, hoje com 18 anos, e quando tivessem 40 também. Eu não, tu sabes como sou. Gosto de estar no meu canto, no meu mundo. (Mundo que quis partilhar contigo, mas foi em vão essa tentativa…). Não me gosto de chatear, muito menos de odiar alguém. Principalmente alguém que foi/é tão importante, mesmo depois de tudo.
A verdade é só uma, adorava que o tempo voltasse atrás, que quando a mentira começou. Tivesses posto a mão na cabeça, e pensado bem em tudo. Que caso, essa mentira começasse, não a deixasses prolongar, depois das minhas defrontas consequentes, e diárias. E caso, se por alguma estúpida razão, isso voltasse a acontecer, não precisasses que alguém brincasse contigo, alguém te magoasse. Para te lembrares que eu existo. Para vires ter comigo dizer “Hey, eu estou tão arrependida do que te fiz, de te ter mentido, e magoado. Eu amo - te! E preciso de ti para viver!”. E é aqui que eu penso. Foi preciso ser magoado, para vires ter comigo? Foi preciso sentires que já não tinhas aquele carinho que sempre tinhas, aquele amor, aquele sorriso que te ofereciam, ou ate aquele coração a bater mesmo na palma da tua mão, para perceberes “ Hey, eu fiz merda! E merda da grande”. Sim, fixes-te. E tives te milhentas oportunidades, para parares a bola de neve, que crescia e crescia. Mas nunca te deste ao trabalho de fazer, fosse o que fosse. E agora, sou eu que não me dou ao trabalho de voltar a erguer os meus braços, de voltar a abrir-te as mãos, e colocar o meu coração nelas… Não. Não me dou, não por raiva, não por ódio, ou por vingança. Não me dou, simplesmente porque sempre que o fiz, acabei sofrendo, acabei magoado, e a ver o meu coração esmagado, e esfaqueado pelas tuas mãos. E quando isso acontece, não uma, não duas, não três, não …. Uma pessoa, tem de entender que não pode voltar a cair no mesmo. Não ate ter provas suficientes, que a pessoa em questão mudou. Não, sem ter provas onde possa acreditar, sem ser simples palavras a dizer “acredita em mim”, “eu juro”, “eu mudei”.
Eu amo-te, eu sei, tu sabes, todos que me conhecem, e nos conhecem, sabem que eu so te vejo a minha frente, e só tu moras no meu coração. Mas a dor não poderia durar mais, não depois de tudo que me fizes-te. Não poderia ficar sentado, esperando pela próxima facada, pela próxima chamada, pela próxima pedra, pela próxima dor… Eu amo-te. E não sou o único a saber o quanto eu lutei e lutei por ti. E agora, mais do que nunca, és a única que tem que provar que mudou, e que mostrar que eu sou, ou realmente fui importante para ti…

Possivelmente, nem iras ler este texto. Se calhar nem sonhes que eu o escrevi, e que ele algum dia existiu. Contudo, precisava desabafar cá para fora o que sinto, sem ser da minha maneira fria e seca, sem ser da minha maneira arrogante, ou magoada.


Death the Kid
Angel of the death